Em nossos debates sobre Políticas Públicas, nos deparamos frequentemente com os conceitos de "esquerda" e "direita". Mas afinal, o que significam estes termos? E de onde surgiram estas denominações?
Com a ajuda das leituras em nosso livro de História (o Azul) e alguma pesquisa na internet, poderemos debater sobre isso e diferenciar estas duas posturas político-ideológicas. E lembrando do que Paulo Freire sempre falava: "Não existe neutralidade! Toda neutralidade é uma opção disfarçada" - ou ingênua, ou até inconsciente!
Muitas vezes nos deparamos com "analistas" políticos chamados de "isentos", economistas e cientistas "isentos" em diversos noticiários e canais de comunicação. "Isento", aliás, parece estar se tornando quase um sinônimo de "fascista", "conservador" ou "de direita". Sobre a confusão (premeditada?) qeu alguns insistem em fazer com as ideias políticas, LEIA uma postagem AQUI (noutro blog).
"O seminário não é feito somente para o professor, mas essencialmente para a turma de alunos. Ele não é uma leitura de um texto, mas sim uma troca de idéias entre quem apresenta e quem o assiste."
E em 2010, começamos com os Seminários neste sábado, 19 de junho.
Nós do turno da tarde, começamos as 9horas da manhã de sábado, com as apresentações da Etapa 5B.
Os dois trabalhos tiveram assessoria direta das àreas das Ciências Humanas e das Ciências da Natureza, além de contribuições da àrea das Linguagens. Conheçam os temas abordados pelos finalistas:
SANEAMENTO BÁSICO Carlos Alexandre Lazzeri, Caroline Medeiros Alfaro, Cristiane Suelen Lanzzanova Esquivel, Flávia de Moura Witt e Mônica Andressa Morais dos Santos.
O grupo apresentou um bom material com informações e imagens sobre o processo de saneamento básico, resgatando um pouco da história do esgotamento sanitário no Brasil e em Uruguaiana; trouxe para o coletivo um pouco das diretrizes da Política Nacional de Saneamento Básico, implementada por Lei Federal desde 2007, pelo Governo Lula.
Na rodada de debates foi possível aprofundar um pouco as questões locais, aqui da cidade, em que vivemos, nos últimos anos, uma ameaça de privatização dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto e também vemos fortes questionamentos por parte da prefeitura em relação a CORSAN.
Na realização deste trabalho, o grupo visitou e conheceu a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) instalada em Uruguaiana; explicaram o processo de decantação através do uso de bactérias aeróbicas e anaeróbicas e descobriram que, infelizmente, um aparte bem pequena da população da cidade é atendida pela coleta e tratamento de esgoto. Isto tem reflexos dramáticos nas estatísticas de saúde pública, como foi bem lembrado pelo grupo.
Abaixo fica um pouco dos materiais que o grupo utilizou (slides Power Point)
Saneamento Básico
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO Aline dos Santos Rodrigues, Eva Lissara Messa Estigarribia, Leonel Setembrino da Silva Junior, Pâmela Ferreira Jouglard e Paloma Rozane da Silva Souza.
Abordando questões fundamentais para se entender o orçamento, o grupo utilizou conceitos de economia e finanças públicas de maneira a apresentar algumas diferenças entre o processo "tradicional" de se construir o orçamento e o processo de participação realizado por algumas administrações, chamado de Orçamento Participativo.
Apresentram conceitos como democracia participativa, orçamento público, receitas e despesas.
Mostraram um vídeo de divulgação do processo de OP da cidade paulista de Guarulhos - assista abaixo - e contaram um pouco da organização da experiência de Porto Alegre, cidade que já foi conhecida como Capital Mundial da Democracia Participativa.
No momento do debate foi possível aprender muito mais sobre a organização do Estado /Governo, as competências administrativas e as diferentes concepções políticas em torno do tema (esquerda/direita).
Rodada de debates entre os grupos e o coletivo de educadores/as.
Enfim, foi uma manhã de muitas aprendizagens! Valeu!
Nesta semana estarei participando do Curso Lições do Rio Grande, mas para quem fica na escola ainda há o que fazer. Confira as tarefas de cada turma:
ETAPA 1 - Tarefas variadas de cada grupo, dando sequência ao Projeto de Pesquisa sobre a União das Vilas. Reveja o Projeto AQUI!
ETAPA 2 - Levantamentos de conceitos sobre a questão fundiária brasileira indicados na última aula: SESMARIAS, LEI DE TERRAS, LIGAS CAMPONESAS, LATIFÚNDIO.
E, sobre outro assunto trabalhado anteriormente, falta comentar AQUI.
ETAPA 3 - Preparação para avaliação do dia 15/06. Os assuntos foram trabalhados nas pesquisas (veja AQUI) e podem ser retomados na bibliografia indicada - MOREIRA e SCENE. Geografia, volume 1: Ensino Médio - Editora Scipione; São Paulo, 2005. Páginas 128, 143 a 157.
Quem estiver passando pelo blog, com as tarefas cumpridas, pode aproveitar para conhecer um pouco mais do educador Paulo freire, nas entrevistas postadas aqui ao lado, no nosso I-pod.
E ainda temos os Relatos de Conclusão de Etapa (1C e 1D) e os
Há mais de 20 anos, o debate sobre o meio-ambiente e as condições de vida da comunidade já estavam na pauta! A foto acima, trazida pela educanda Ivete (1D), nos mostra isso; são estudantes da 8ª série da EMEF Moacyr Ramos Martins, em meados da década de 80, protestando contra a proximidade do lixão municipal dos moradores daqui.
De lá para cá, muita coisa mudou. O lixão não está mais ali, apesar de ainda continuar sendo um grave problema em nossa cidade.
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Queremos, com esse pequeno exemplo, mostrar que SIM, temos história. Mesmo que em alguns momentos nem "nos coloquem no mapa", aqui na União das Vilas há muitas histórias esperando para ser descbertas e contadas. Esse é o nosso desafio daqui pra frente no Projeto de Pesquisa das etapas 1C e 1D.
No lançamento do Projeto com a turma 1D, a educadora Ediles, vice-diretora do turno da Tarde esteve conosco conversando sobre a importância do ato de pesquisar dentro de nossa proposta de escola. Resgatando elementos do pensamento de Paulo Freire e da práxis dos 9 anos de IEPF na União das Vilas, ela contribuiu com nossa reflexão .
Com este lançamento foi possível devolver várias questões levantadas pelas próprias Etapas 1C e 1D, fortalecendo o desafio coletivo de construir conhecimento a partir da realidade, com o objetivo de compreendê-la e, compreendendo, intervir.
"Eu tô gostando de estudar aqui. Eu, na minha idade, ativei a minha mente. Eu tô começando a pensar e analisar um monte de coisa que antes eu não via." Tânia Regina dos Santos, 49 anos, educanda da 1D
Com declarações marcantes como essa acima, formalizamos também os eixos que orientarão nosso trabalho, as ferramentas e metodologias de pesquisa que estarão ao nosso alcance e algumas possibilidades de divulgação dos resultados. Com a turma 1 C a apresentação foi na aula de sexta-feira, dia 14/05. PROJETO ETAPA 1
Por ora, vamos listar os temas e os/as pesquisadores/as selecionados para cada questão. Confira:
1 - Início da Ocupação
Any, Jéssica, Vanessa e Ariane
2 - Trevo da Morte e DNER
Kimberly, Kariele, Keiti, Diovana e Graciely.
3 - Indicadores sociais
Tieli, Ana Paula, Ana Claudia, Joyce
4 – Inventário de estabelecimentos comerciais, culturais e religiosos (2 grupos)
Talvez poucos tenham conhecido o programa de humor "Os Trapalhões".
No quadro que veremos a seguir, de forma bem humorada, como o racismo pode se manifestar de formas sutis na vida das pessoas.
Também quero repartir outro vídeo. É uma animação sobre a história de Zumbi dos Palmares; uma personalidade que vale a pena conhecer, apresentada de forma breve, mas fácil de entender:
Analisa os vídeos acima e deixa um comentário, dentro do contexto de nossos últimos debates em sala de aula! (principalmente turmas 1C, 1D e 2B; mas o espaço é de todo mundo que queira contribuir com esse debate!) Mãos à obra!
A Globalização pode ser interpretada como a atual fase da expansão do capitalismo, com impactos na economia, na política, na cultura e no espaço geográfico. Embora tenha suas raízes na expansão econômica do pós Segunda Guerra (...), trata-se da continuidade do longo processo de mundialização capitalista, de formação da economia-mundo, que já se arrasta por séculos (...) Pode-se afirmar que ela está para o capitalismo em seu atual período (...), como o colonialismo esteve para o capitalismo comercial e o imperialismo para a etaá do capitalismo industrial-financeiro. Milton Santos, importante geógrafo brasileiro, defendia que a "globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista".
Extraído, com adaptações, de MOREIRA, João Carlos & SENE, Eustaquio de. Geografia - Ensino Médio - Vol. 3. São Paulo: Scipione,2005. (p. 54)
Agora, vamos assitir o vídeo abordando alguns aspectos do processo de globalização.
Inicialmente, quando fomos falar em Globalização, a primeira ideia que surgiu foi a de "globo" ou "mundo"; e, como vimos, essa ideia está bastante aproximada do que é Globalização.
Inclusive descobrimos que a Globalização nso atinge de perto mesmo. Veja só a imagem abaixo:
Viram? De um jeito ou doutro estamos mesmo globalizados... O que a Cris e a Carol estão tomando? Que sinais são estes que estão fazendo? Em outros lugares seriam reconhecidos estes gestos? E a garrafa seria reconhecida também?
Aprofundando um pouco mais o debate, com apoio da leitura do livro citado acima e pesquisando também na Internet,deixa aqui o teu comentário sobre as seguintes questões:
*O que entendemos por Globalização?
*Quais são os bens e serviços, ideias, comportamentos e acontecimentos que identificamos em nosso cotidiano e que estão ligados à Globalização?
Atualmente existem várias discussões mundiais sobre temas como sutentabilidade, preservação ambiental, aquecimento global, etc... Enfim, reflexos da ação humana no uso, extração e abuso dos recursos naturais, gerando impactos nem sempre proporcionais aos ganhos. Com todas estas questões na pauta, cada vez mais fala-se em consciêncioa planetária e eco-cidadania (aliás dois termos nossa atenção e pesquisa!).
E vamos levando nosso Planeta na corda bamba!
Na Etapa 3C, vamos realizar um trabalho envolvendo, pesquisa, análise, debate e exposição de ideias.
A organização inicial foi apresentada hoje à tarde e os temas e grupos são so que seguem:
1 - Água: escassez de recursos hídricos
Maria Eloá, Tâmera e Sílvia
2 - Poluição Atmosférica
Rudimar, Douglas e Paulo Antônio
3 - Ilhas de Calor
Paula, Andressa Cardoso e Andriely
4 - Inversão térmica
Alexsander, taylor, Lucas e Rodrigo
5 - Chuva Ácida
Isabel, Lorelize e Rosângela
6 - Redução da Camada de Ozônio
Juliana, Caroline e Carlos Henrique
7 - Ampliação do Efeito Estufa
Silvana, Eliziane e Bruna
8 - Vegetação e Desmatamento
Mª Elena, Mª Gabriele, Mª Araújo e Andressa Santos
A partir do tema indicado, cada grupo deverá apresentar, no mínimo, as seguintes questões:
*Caracterização e conceito: o que é?
*Efeitos e Sintomas: como se manifesta? como percebemos?
- na comundiade;
- na cidade e região;
- no estado do RS;
- no Brasil e
- no Mundo.
*Propostas e possibilidades de superação (soluções para o problema)
Para a apresentação, cada grupo terá o tempo de 15 minutos (usem cartazes, painéis, material explicativo e ilustrativo, vídeo, projeção...) e apresentará um breve relatório com as prncipais considerações do grupo que serão publicadas aqui no Blog!
O título acima dá nome ao artigo de João José Reis do qual conhecemos um trecho no livro Geografia - Vol 1 Ensino Médio, de autoria de João Carlos Moreira e Eustáquio Sene (Ed. Scipione; São Paulo, 2005).
A partir de nossas leituras, fomos conhecendo alguns condicionantes históricos que construiram a sociedade brasileira com as marcas da diversidade, mas também marcada pela segregação.
Com as palavras de João José Reis, reproduzidas nas páginas 32 e 33 do nosso livro-texto (SENE e MOREIRA. Geografia - Ens Médio - Vol 1, Ed Scipione, São Paulo,2005), compreendemos que o fim da escravidão no Brasil lançou a população negra a um beco sem saída. Alguns autores chegam a afirmar que a Abolição foi, na verdade, uma tentativa d ese livrar dos cativos, num momento de extremo racismo em que as elites buscavam o "branqueamento" da população brasileria.
Dentro desse contexto é fácil perceber por que a população negra, ao longo de todo o século XX, figurou nas estatísticas mais negativas quanto à qualidade de vida.
E, com o apoio do nosso debate em aula, foi possível confirmar que a situação persiste até os nosso dias.
Quando lemos a entrevista de Kabengele Munaga, Professor Titular do Departamento de Antropologia da USP, (pág. 37 e 38) foi possível reviver, lembrar e dar-se conta do papel da escola - da educação - para romper ou manter o racismo e a discriminação. Precisamos desvelar a história e a cultura afrobrasileira como matriz indissociável daquilo que somos hoje.
Abaixo, aguardo teu comentário, opinião ou conclusão sobre estes temas.
PARTICIPA!
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*Sobre Racismo e o conceito de Raça, leia mais AQUI e depois procure a professora Adriane de Ciências da Natureza, ela vai contribuir muito nesse debate!
*Sobre a prática de racismo nos EUA e o uso de crianças negras como iscas para jacaré, leia o excelente texto de Walter Passos AQUI.