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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Kabengele Munanga

Em nossos debates sobre negritude e africanidades no Brasil aproveitamos uma entrevista com o Professor Kabengele Munanga, antropólogo da USP. Pois agora, na véspera de seu aniversário de 70anos, vamos conhecer um pouco mais sobre ele no texto de Flávio Jorge Rodrigues da Silva.

Kabengele Munanga, 70 anos: Ao mestre com carinho!

Kabengele Munanga, professor universitário e integrante do Conselho Editorial da Revista Teoria e Debate,  completa 70 anos no dia 2 de julho de 2010. Na foto acima, está entre Flávio Jorge e Matilde Ribeiro.
 

Em 1979, estudantes negros, homens e mulheres, criaram na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo o Grupo Negro da PUC. Fiz parte desse grupo.
Éramos jovens que estávamos adquirindo a comprensão de que havia uma luta a ser travada a favor do direitos da população negra no Brasil e o espaço universitário, apesar de sermos poucos nele, era estratégico para essa perspectiva. No início de nossas conversas partimos de uma posição critica aos processos de cooptação da ideologia do embranquecimento, para a sustenção do mito ainda vigente da existência da democracia racial.
Em paralelo a construção coletiva de uma consciência política, a consciência negra, percebemos que o interesse pelo estudo e pela pesquisa também era uma instrumento importante para a constituição de um movimento negro em nosso país.
O grupo conseguiu se manter até o ano de 1988. Durante esses anos tivemos contato com Kabengele Munanga, um negro africano, que começava a dar aulas na Universidade de São Paulo. Conhecermos um negro, nascido no Continente Africano e ainda Professor da USP (se isso é coisa rara nos dias atuais imaginem nas décadas de 80/90) foi motivo de muito orgulho para aquele grupo de jovens.
Aprendemos muito com o Mestre Kabengele. Principalmente algo que vivenciamos de perto – a dificuldade do acesso do negro a educação. Que o conhecimento é fundamental para a busca de políticas e alternativas para o combate e  a superação  do preconceito, a discriminação e o racismo em nossa sociedade.
O mestre continua ao nosso lado. É um dos principais apoiadores da implementação das políticas de ações afirmativas no Brasíl, entre elas as das cotas raciais para negros e negras em nossas universidades.
Kabengele Munanga está completando 70 anos de vida. Ao mestre nosso carinho!

*Flávio Jorge Rodrigues da Silva, diretor da Fundação Perseu Abramo e um dos coordenadores da SOWETO – Organização Negra, filiada à Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Sobre os debates em torno das políticas afirmativas e, em especial do Estatuto da Igualdade Racial veja mais AQUI.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

História afrobrasileira.

Após nossos debates, visita e muita leitura; a turma dividiu alguns temas para publicarmos um informativo. O resultado inicial é o seguinte:
QUILOMBOS
Quilombo era uma pequena África onde os negros procuravam resgatar suas raízes.
Inclusive abandonando os nomes recebidos dos escravistas e trocando por outros de origem africana.
Existiram vários quilombos no Brasil, entre os séculso XVI e XIX. O mais conhecido e mais famoso de todos foi o Quilombo dos Palmares.

A partir do século XVI o Quilombo dos Palmares tornou-se centro de resistência de milhares de negros e mulatos escravos fugitivos de fazendas e vilas do nordeste.
Palmares localizava-se em uma área montanhosa, de 150 Km de comprimento e 50Km de largura, na Serra da Barriga, nos estados de Alagoas e Pernambuco, próximo ao litoral, coberta de florestas de palmeiras, daí o nome palmares.

Palmares durou cerca de 100 anos, de 1590 a 1694, quando foi destruído.

Palmares e Zumbi são símbolos de resistência para os afrodescendentes, daí o dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi, ter sido institutído como o Dia Nacional da Consciência Negra.
texto de Fernanda e Terezinha

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Racismo:esta luta é de todos.
O que é racismo?
Preconceito ou discriminação em relação a indivíduo considerado de outra raça!

Hoje no mundo em que vivemos nos deparamos com varios tipos de preconceitos,não só o racial,mas também o politico,religioso...e tantos outros...mas o racial continua sendo o maior deles.
Durante muito tempo o negro foi mal tratado e considerado inferior por causa, unicamengte, da cor de sua pele; foi escravizado, humilhado e muitas vezes, obrigado a adotar uma cultura e uma religião que não era a sua.
Os tempos mudaram, os pensamentos evoluiram, mas o negro continua cada dia sofrendo o mesmo preconceito e lutando para conquisatr seu espaço com dignidade.
Racismo: esta luta é de todos! Somente a partir de quando o ser humano começar a pensar e agir d emaneira diferente, acreditando que é possível, sim, conviver com as diferenças de todo tipo, poderemos começar a construção de um novo mundo; pois apesar das diferenças somos todos iguais.
por Luciélen.

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Sociedade Beneficente União Filhos Do trabalho (relato de Augusto)

A SBU foi fundada no dia 05 de abril de 1925 , por José Gomes do Nascimento no antigo colegio Central, ao lado da prefeitura de Uruguaiana e funcionou lá até 1927, quando foi adquirido o predio da familia Barbará no endereço atual Rua Iris Valls, 1889.

Lá foram realizadas muitas festas e bailes, sem nenhum tipo de preconceito. A Sociedade foi fundada com a intenção de proteger os negros logo após o fim da escravidão e porque naquela época os negros eram proibidos de frequentar os principais Clubes da cidade . E assim, tanto como os negros, a S B U ajudou também varios outros necessitados de ajuda financeira , médica e etc .

quarta-feira, 12 de maio de 2010

RACISMO

Talvez poucos tenham conhecido o programa de humor "Os Trapalhões".
No quadro que veremos a seguir, de forma bem humorada, como o racismo pode se manifestar de formas sutis na vida das pessoas.



Também quero repartir outro vídeo. É uma animação sobre a história de Zumbi dos Palmares; uma personalidade que vale a pena conhecer, apresentada de forma breve, mas fácil de entender:

 

Analisa os vídeos acima e deixa um comentário, dentro do contexto de nossos últimos debates em sala de aula! (principalmente turmas 1C, 1D e 2B; mas o espaço é de todo mundo que queira contribuir com esse debate!) Mãos à obra!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Presença Negra: conflitos e encontros:

O título acima dá nome ao artigo de João José Reis do qual conhecemos um  trecho no livro Geografia - Vol 1 Ensino Médio, de autoria de João Carlos Moreira e Eustáquio Sene (Ed. Scipione; São Paulo, 2005).
A partir de nossas leituras, fomos conhecendo alguns condicionantes históricos que construiram a sociedade brasileira com as marcas da diversidade, mas também marcada pela segregação.
Com as palavras de João José Reis, reproduzidas nas páginas 32 e 33 do nosso livro-texto (SENE e MOREIRA. Geografia - Ens Médio - Vol 1, Ed Scipione, São Paulo,2005), compreendemos que o fim da escravidão no Brasil lançou a população negra a um beco sem saída. Alguns autores chegam a afirmar que a Abolição foi, na verdade, uma tentativa d ese livrar dos cativos, num momento de extremo racismo em que as elites buscavam o "branqueamento" da população brasileria.

Dentro desse contexto é fácil perceber por que a população negra, ao longo de todo o século XX, figurou nas estatísticas mais negativas quanto à qualidade de vida.

E, com o apoio do nosso debate em aula, foi possível confirmar que a situação persiste até os nosso dias.

Quando lemos a entrevista de Kabengele Munaga, Professor Titular do Departamento de Antropologia da USP, (pág. 37 e 38) foi possível reviver, lembrar e dar-se conta do papel da escola - da educação -  para romper ou manter o racismo e a discriminação. Precisamos desvelar a história e a cultura afrobrasileira como matriz indissociável daquilo que somos hoje.

Abaixo, aguardo teu comentário, opinião ou conclusão sobre estes temas.
PARTICIPA!
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*Sobre Racismo e o conceito de Raça, leia mais AQUI e depois procure a professora Adriane de Ciências da Natureza, ela vai  contribuir muito nesse debate!

*Sobre a prática de racismo nos EUA e o uso de crianças negras como iscas para jacaré, leia o excelente texto de Walter Passos AQUI.