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quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Alegria é um elemento da cultura negra!

Descobrimos tanta coisa! Ouvimos tantas histórias! No tambor e no berimbau, séculos e milênios de conhecimento humano apresentados numa roda de conversa, capoeira e muita cultura!
Na foto, Mestre Churrasco e Mestre Gio entoando toques de capoeira
Assim foi a visita que fizemos à SBU Filhos do Trabalho. Para conhecer um pouco sobre a SBU clica AQUI e veja uma outra postagem aqui deste blog.

Ouvimos sobre a trajetória da Sociedade desde sua fundação e as mudanças na sua administração e na sua atividade. Vejamos mais sobre essa tarde de muita pesquisa e muito conhecimento no texto preparado pela Évelyn:


No dia 13/05/10, educandos e educandas que cursam o Ensino Médio no Instituto Estadual Paulo Freire, fazem um trabalho sobre preconceito racial e a história e cultura afro-brasileira. Visitam a SBU Filhos do Trabalho. - Lá descobrimos a origem da associação, daquele prédio e um pouco da história dos negros e negras que lá habitaram. Texto-reportagem por Évelyn Thainá

José Gomes do Nascimento foi um dos fundadores e o primeiro presidente, em 1925, da Sociedade Beneficente União Filhos do Trabalho onde a ideia era proteger os negros poucas décadas após o fim da escravidão no Brasil.
Foi fundada em 05 de abril de 1925, no antigo Colégio Central, ao lado da Prefeitura de Uruguaiana, onde funcionou até 1927, quando foi adquirido o prédio da família Barbará, no atual endereço, Rua Íris Valls, 1889.
Nesta sede muitos bailes foram relaizados, muitas atividades festivas, sem o desprezo da elite branca da época.
Naquele tempo, Uruguaiana manifestava seu preconceito, impedindo a presença de negros e pobres nos principais salões de festa da cidade.

Cm a aquisição da Sede para a SBU foi possível promover festas e bailes, além de muitos outros eventos sociais. Garantia-se um espaço para a cultura negra com liberdade para dançar, cantar e se expressar. Além disso, a SBU também funcionou, durante um bom tempo, como entidade de assistência e caridade, amparando associados que necessitavam de ajuda finaciera, médica ou outras.

Em 1962, a SBU foi decretada entidade de utilidade pública, dados os relevantes serviçoes que prestava à parte da comunidade.

Ao longo do século XX, mudanças nas relações de trabalho e nos direitos trabalhistas acabram por levar alguns associados a se afastarem um pouco da SBU, já que com salário mínimo melhor regulamentado, com o surgimento e aprimoramento da seguridade social; as funções de assistência e caridade foram deixando de ser procuradas na SBU. Essa é a avaliação de Paulo Espíndola; atual presidente da entidade. Ele completa dizendo que, apesar disso, era possível manter a SBU como um espaço garantido para a cultura negra; mas em algum tempo, até mesmo isso foi sendo deixado de lado e quase esquecido. muitas pessoas acabaram assumindo outros compromissos e foram deixando um pouco de lado essa história

Este prédio que conhecemos hoje já foi palco de grandes artistas que passaram por Uruguaiana. Os bailes e festivais acabaram, mas hoje, um grupo de pessoas mantém o interesse e querem reconquistar a atenção da comunidade, lutando pela restauração do prédio. Desde 2008 os planos começaram a crescer e se encaminhar, mas ainda falta muito para sair do papel e começar a reforma, mesmo contando com apoio do Governo Federal na tentativa de tombamento do prédio ou na busca de convênios.

O desejo é usar o mesmo prédio, pois foi ali onde tudo começou; é ali que aconteceu toda a história. O foco é contar para a comunidade a história e poder ter as festividades como antes e uma organização com diretorias de saúde, esporte, recreação, jurídica, relações públicas, uma rádio comunitária, cultura, dança, música, teatro...

Todo e qualquer desejo é para que a comunidade tenha acesso à SBU, como um centro de cultura, museu e ponto turístico. Na verdade querem a participação da comundiade para poder acontecer um novo trabalho no prédio; pois este patrimônio é da sociedade!
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Veja também algumas imagens:

*Não deixem de comentar aqui nesse tópico, contando um pouco da nossa visita à SBU. E confiram os vídeos para o nosso debate AQUI!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Refletindo sobre o dia 19 de abril...

A turma 2B já pesquisou a origem do Dia do Índio no Brasil. Para conhecer é só clicar AQUI. Hoje construímos material para publicar um Mural Informativo com mais dados sobre a população indígena no Brasil.

Cada educando e educanda organizou breves informes sobre alguns tópicos e selecionou imagens para ilustrar, como veremos a seguir:

FUNAI - A Fundação Nacional do Índio é o órgão do Governo Federal brasileiro que estabelece e executa a política indigenista no Brasil, dando cumprimento ao que determina a Constituição Brasileira de 1988.
A FUNAI promove educação básica aos índios, assegura e protege as terras por eles tradicionalmente ocupadas, estimula o desenvolvimento dos estudos e levantamentos sobre grupos indígenas. A Fundação tem ainda responsabilidade de defender as comunidades indígenas, despertar interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, gerir o seu patrimônio e fiscalizar suas terras impedindo ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madereiros ou quaisquer outros que ocorram dentro dos seus limites e que representem risco à vida e à preservação desses povos.
A estrutura da FUNAI hoje: a FUNAI é integrada por um edifício sede e 45 administrações regionais, 14 núcleo de Apoio Indigenista e o Museu do Índio (RJ), 10 postos de vigilância, 344 postos indígenas distribuídos em diferentes pontos do Brasil.
Localizada em Brasília, a sede compreende Presidência, Proguradoria Geral, Auditoria, três diretorias, quatro Coordenações gerais e 13 departamentos. Para conhecer mais sobre a FUNAI, visite sua página na Internet. (por Fernanda)


Évelyn e Terezinha pesquisaram alguns tópicos sobre a Religião.

Cada nação indígena possuia crenças e rituais religiosos diferenciados. Porem, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos dos habitantes da tribo.
Algumas tribos chegavam a enterrar os corpos dos índios em vasos  grandes de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isso prova - ou pelo menos indica - que estes povos acreditavam em uma vida após a morte.
Para saber mais clica AQUI ou AQUI.

Um importante povo indígena com presença marcante no nosso estado, foi pesquisado pelo Eduardo.
BREVE HISTÓRIA DOS KAINGANGS: os KAINGANGS encontravam-se espalhados pelo RS, SC, PR e em áreas do atual estado de SP. Viveram sempre no centro-sul do Brasil. Além da caça, pesca e coleta, viviam da agricultura e, por isso, já se fixaram na terra; eram sedentários.
Em 5 de novembro de 1808, o Conde de Linhares, MInistro de D. João VI, em carta ordenou que se fizesse uma expedição de conquista ao oeste do Paraná.
COLONIZAÇÃO: assim o ano de 1810 é marcado pela chegada aos campos de Guarapuava de uma expedição com cerca de 200 soldados equipados com armas de fogo. Durante três meses travou-se uma guerra violenta contra os kaingangs que resistiram e acabaram fugindo para o interio onde foram cada vez mais cercados pelos colonizadores.
DOMÍNIO E DOENÇAS: o kaingang vivia em florestas e eram arredios às cidades. A pacificação - o domínio do branco sobre os indígenas - ocorreu após 1930. Mais da metade foi dizimada pelas doenças dos brancos e outros tantos desapareceram pela ação das tropas de bugreiros - caçadores e matadores de índios.
OS KAINGANG HOJE: os kaingangs estão atualmente estabelecidos  em reservas assistidas pela FUNAI e pelos estados. No entanto a situação agravou-se cada vez mais deposi da destruição sistemática, oficial ou não, de seus usos, costumes e principalmenbte perda de sua identidade cultural, fruto de uma aculturação forçada.
Para conhecer mais acesse o PORTAL KAINGANG.

Na aula, estudamos e conhecemos um pouco sobre o processo de contato e conflito ocorrido entre os conquistadores europeus e as populaçõe snativas do continente americano. Em particular no Brasil, estima-se em torno de 5 milhões a população indígena no ano de 1500. Ao longo de séculos de colonização e massacre, a população indígena foi reduzida a apenas 250 mil. Só a partir daí foi possível verificar um crescimento populacional, alcançando, lá pelo ano 2000, aproximadamnete 300 mil indíviduso, distribuídos em cerca de 200 etnias e 180 idiomas diferentes. Esse primeiro período de crescimento demográfico dos nativos do continente após 1500, foi bem observado pela turma, ocorreu após o Congresso Indigenista Continental de 1940, no México.
Este fato que dá ensejo ao dia 19 de abril, é um marco na luta institucional pela garantia de direitos e preservação da cultura indígena.


Ainda assim, casos de violência e discriminação não são raros. Desde os diversos casos de tentativa de expulsão de suas reservas, pressionados por madereiros, fazendeiros, garimpeiros, etc até o triste caso de Galdino, o pataxó. Esta história foi trazida pela Luciélen.
Galdino Jesus dos Santos, também conhecido como "Índio Galdino" foi uma liderança do povo indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe que foi queimado vivo, enquanto dormia num abrigo de ônibus, em Brasília, em 20 de abril de 1997, após participar de manifestações pelo Dia do Índio, num crime que chocou o país. Conheça mais sobre esta História clicando AQUI ou AQUI.




quinta-feira, 15 de abril de 2010

Espaço geográfico e a nossa história!

Na última semana começamos a construir nosso projeto de pesquisa da "Pesquisa da Realidade e Construção da Identidade" com as 1ªs. etapas da tarde (1 C e 1 D).
Vamos aplicar os diversos conceitos e conhecimentos discutidos nas aulas de História e Geografia para pesquisar as origens, as características e as perspectivas da nossa União das Vilas - além, é claro, de sempre que necessário, iremos bater nas portas das outras aulas para buscar o apoio das diferentes Áreas do Conhecimento !

Começamos conversando sobre as histórias que já conhecemos; depois fomos tentando lembrar das mudanças ocorridas em nossa comunidade nos últimos anos: novas construções, novas ruas, coisas que deixaram de existir ou mudaram de lugar, etc... Depois analisamos algumas afirmações já realizadas por outra turma em pesquisa realizada algum tempo atrás. A partir disso, começamos a formular novas questões e indicar outra spistas e fontes que ajudarão no nosso trabalho dos próximos meses.

INSTITUTO ESTADUAL PAULO FREIRE
Pesquisa da Realidade
Resgate da História Local

Os dados e informações abaixo foram obtidos através de visitas a moradores/as da comunidade e em levantamentos feitos em sala de aula. (3ª etapa - 2005)

 Identificamos que o primeiro ponto de habitação onde hoje é a União das Vilas deve ter mais de 40 anos, com granjas e chácaras espalhadas por esta área da cidade.

 O primeiro foco de urbanização ocorreu na área em volta de onde fica o Centro Comunitário Riperto Carús, há cerca de 25 anos (início dos anos 80, a PROMORAR).

 Quem inaugurou a PROMORAR foi o prefeito da época, Carús, e os lotes foram dados por sorteio.

 A PROFICAR foi povoada a partir da migração de populações ribeirinhas em um período de forte cheia do Rio Uruguai (1983-1985), grande parte dos moradores têm familiares em bairros como Marduque, Tarragô, etc...

 "A PROFICAR os terrenos foram dados para as pessoas que ficaram na água". Parece que havia uma taxa que era a compra da casa, o terreno era dado, mas segundo dizem os moradores mais antigos , a casa não valia nada, o valor mesmo era pelo terreno.

 Nesta época, não tinha ônibus, água, escola...

 Antes da fundação do Moacyr Ramos Martins a opção para que a comunidade pudesse estudar era a Escola Lilia Guimarães. Havia um ônibus que fazia esta linha específica, ligando a comunidade àquela escola.

 Quando começou a vila houve a visita de um Ministro do Governo Figueiredo, Ministro dos Transportes Cloraldino Severo, responsável por algumas obras como o asfalto que passa(va) pelo lado do Moacyr e ia até onde hoje é a DEFREC.

 A entrada da Vila era mais lá pelo lado do Paulo Freire, o prefeito que comprou uma terras do DNER e fez esta outra entrada.

 TREVO DA MORTE - era a principal saída da cidade, tinha um fluxo intenso até meados dos anos 80. Quando fizeram a COHAB, fizeram os outros trevos e este perdeu importância e fluxo.

 Quando começou a vila a CORSAN não conseguia fazer a água chegar nas casas; não tinha força nas máquinas. Lá por 1990 a CORSAN colocou uma bomba na esquina da Flores da Cunha com Setembrino de Carvalho para "bombear" água para este lado da cidade e construi o reservatório aqui na vila, a partir daí regularizou o abastecimento de água. (Mas fala-se que até pouco tempo a água ainda não tinha força, nem quantidade suficiente para a comunidade).

 O famoso Armazém do 40, ponto de referência até hoje para a comunidade, atendeu de 1982 até 2001. O proprietário, Sr. Alci Borges, comerciante pioneiro nesta região da cidade, ficou conhecido pelo numero que o identificava no quartel, o 40.

 O seu comércio virou referência, fazendo surgir ao seu redor o ponto de táxi e sendo marca do final da linha de ônibus nesta área da cidade.

 
 
 
 
 
 
 
 



As fotos desta postagem são da turma 1 C em ação! Na Sala 3 e na Sala Digital!
 
Está vindo muita coisa por aí!